Especial Mês das Mães

13/05/2019 - Notícias

Especial Mês das Mães

Por que minha historia sobre maternidade seria interessante? Bem, eu diria que pelo simples fato dela existir.

É uma história que tem um pouco de tudo, assim como toda e qualquer história sobre maternidade, porém, a minha historia não é uma história qualquer. É a minha. Tão única, e tão minha.

Pois bem, fui contratada pelo Hospital São José em março de 2015. Dia 06/03/2015 fiz meu rx admissional.

Até aí, tudo ok, tudo certo, conforme manda o figurino. Comecei a trabalhar no dia 11/03/2015, no setor de entrega de exames do CDI. Os dias foram se passando, fui me adaptando à nova rotina (estava à 5 meses sem emprego) e quem me conhece sabe que eu sempre comi tanto quanto um pássaro de dieta hehehe, eis que nada mais me sustentava suficientemente, todo café era um pão com bolinho da cafeteria do Daniel rsrs. Até que um dia minha colega e ex  funcionária disse: “Tu ta grávida menina!” Eu ri da cara dela, óbvio, eu grávida? Atééé parece. Não estava nos meus planos, fui contratada recentemente e não cogitava a hipótese de engravidar, muito menos no meu período de experiência. Pois bem, os sintomas foram aumentando.. fome, fome, fome... enjoos.. etc.

 Por desencargo de consciência, fiz um teste de farmácia: Positivo! Mas é claaaro que estava errado né?  Quem é que vai confiar em testes de farmácia? Ok! Então vamos fazer um exame de sangue: Positivo. Não! Capaz! Só podem ter trocado meu sangue com de outra pessoa. Toda vez que eu olhava para o exame, eu o fechava e abria novamente na esperança da palavrinha ali mudar para: negativo. Não que eu não quisesse ser mãe, não que eu não quisesse ter filhos, porém, julgava não ser o melhor momento. O detalhe é que nem sempre temos poder sobre as coisas que irão acontecer.

Marquei uma consulta com um obstetra, pq eu só acreditaria se ouvisse da boca de um profissional que eu estava grávida. Lembro como se fosse hoje. A minha pergunta para o Dr. Luis Fernando Rodrigues foi a seguinte: “Doutor, qual a possibilidade desse exame estar errado?” Acho que ele só não riu da minha cara pq sentiu meu desespero rsrs.

Ok, fizemos um exame de ultrassom no consultório dele e ele disse, daquela forma tranquila dele: “Olha Gizele, você está grávida sim, e é de mais tempo que imagina”. Minha consulta foi dia 17/04/2015. Pelas contas dele, eu já estava de 8 semanas. Engravidei no final do mês de fevereiro. Sim, fui contratada já estando grávida e isso gerou alguns comentários do tipo: É o golpe da barriga, mas nesse sentido era pra segurar o emprego, e não o marido rsrs.

Aí que veio a outra parte difícil: contar pra chefia. Pra família eu e o pai da Júlia já havíamos dado a notícia, todos ficaram felizes e já deram os palpites sobre o sexo do meu bebê.

Eis que na segunda feira, dia 20/04/15  precisei contar pra minha chefia. Eu tremia mais que vara verde e até hoje ela comenta que nunca vai esquecer de quando dei essa notícia à ela. Eu prometi não ser uma grávida “fresca” rsrs, morria de medo de perder o emprego tendo um bebê à caminho. E graças a Deus, não precisei de frescura alguma. Tive uma gravidez tranquila, sem problemas.

Dia 10/11/2015 às 11h tive uma consulta com meu obstetra, ele estava um pouco preocupado pois minha bebê não estava mais ganhando peso. A previsão do nascimento dela seria para o final do mês de novembro, mas por esse motivo ela teve que nascer um pouquinho antes. E da forma mais tranquila desse planeta, o Dr. Luis me disse: “Gizele, sua filha precisa nascer. E nasce amanhã!” Gruuudei as costas na cadeira e não sei explicar as quatrocentas sensações que tive. Um misto de alegria, com desespero, preocupação... Ah! Esqueci de um detalhe, a primeira coisa que pensei quando tive certeza que estava grávida, foi no parto: quero cesárea! De maneira alguma me via tento parto normal.

E aconteceu tudo exatamente como esperei: Um parto sem intercorrências, apenas no nervosismo natural. E dia 11/11/2015, minha Júlia veio ao mundo. Veio pra mudar de vez a minha vida e me fazer entender o que é o amor de verdade. Nada se compara ao amor de uma mãe. Somos capazes de tudo por nossos filhos. Tudo mesmo.

Atualmente, por peripécias da vida, eu e o pai da Júlia estamos separados, mas sabe, ei de confessar algo: Eu não escolheria outra pessoa pra ser o pai da minha filha se não ele. Um pai presente, um pai carinhoso, atencioso, um pai de primeira viagem que me encheu de orgulho desde o primeiro momento que teve nossa filha nos braços. Em todos os momentos da minha gestação, durante o parto, ali estava ele: segurando minha mão e pronto  pra me ajudar em tudo que fosse necessário.  Estou enviando a foto de nós três, pq gostaria que assim fosse utilizada, pq uma mãe não se faz sozinha, por mais forte que uma mãe seja, por mais corajosa e destemida, na minha opinião, a maternidade se faz completa quando ao lado dessa mãe, existe um esposo/pai magnânimo.

Essa então, é a parte mais difícil da minha atual maternidade. Como estamos separados, às vezes fico alguns dias sem ver minha princesa Júlia, e isso dói tanto quanto um ferimento de arma de fogo, adentra meu ser e queima por dentro, arde feito brasa. Não ter minha pequena comigo todos os dias, é como não ter dois pulmões para respirar, não ter duas pernas para caminhar, falta um pedaço sabe?

Porém, minhas crenças me dizem que tudo nessa vida acontece por algum determinado motivo. Propósitos. Nada é por acaso. Sim, temos nosso livre arbítrio, mas a força do universo faz coisas inacreditáveis. E sigo com minha crença, um ser supremo  juntamente com o universo encaminha as coisas da forma que é pra ser.

E ser mãe, é exatamente isso: É ser forte, é ser valente, é enfrentar a vida independente das circunstâncias. É a realização completa de uma mulher. É um dom que só a mulher tem. Só a mulher é capaz de gerar e carregar uma vida dentro do seu próprio ser. É um sentimento que só quem passa por ele é capaz de sentir. É inexplicável e imensurável o tamanho do amor de uma mãe. Nada se compara. A vida é isso: uma montanha russa, cheia de emoções, altos e baixos e ter filhos é o que nos dá coragem para enfrentar todo e qualquer contratempo.

Minha filha, minha pequena grande Júlia, é o motivo do meu respirar, é o porquê do meu abrir de olhos a cada dia, é o combustível da minha luta diária por um futuro melhor. É por ela, é pra ela e será sempre ela a razão do meu existir.

Feliz dia das mães!

Gizele Cristina Nonato.